O deputado estadual também deverá ter o mandato cassado. Ação analisada irregularidades na contratação de funcionários temporários por meio da Fundação Ceperj e da Uerj durante o período eleitoral de 2022
O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que envolve o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e o deputado estadual Rodrigo Bacellar avançou nesta terça-feira (24) com um cenário desfavorável aos dois políticos. A Corte já formou maioria para condená-los por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
De acordo com o andamento mais recente do julgamento, o placar chegou a 4 votos a 1 pela condenação, o que abre caminho para a declaração de inelegibilidade dos investigados, caso o entendimento seja confirmado ao final do processo.
Acusações envolvem contratações e uso da máquina pública
A ação analisada pelo TSE aponta irregularidades na contratação de milhares de funcionários temporários por meio da Fundação Ceperj e da Uerj durante o período eleitoral de 2022. Segundo o Ministério Público Eleitoral, essas contratações teriam sido usadas com finalidade política, beneficiando a campanha de reeleição do então governador.
Os ministros que votaram pela condenação entenderam que houve ampliação artificial desses programas, sem critérios técnicos claros, e com indícios de utilização dos contratados como cabos eleitorais.
Julgamento inclui Bacellar e outros aliados
Além de Castro, o processo também atinge aliados políticos, entre eles Rodrigo Bacellar, então secretário de Governo à época dos fatos. O caso analisa se houve uso indevido da estrutura administrativa do estado para influenciar o resultado eleitoral.
Justiça Eleitoral
O julgamento é resultado de recursos apresentados contra decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que havia rejeitado os pedidos de cassação.
Renúncia não impede possível inelegibilidade
Na véspera da retomada do julgamento, Cláudio Castro anunciou sua renúncia ao cargo de governador. A medida, segundo analistas, buscava evitar a cassação do mandato e preservar direitos políticos para disputar o Senado em 2026.
Apesar disso, a eventual condenação no TSE ainda pode torná-lo inelegível por até oito anos, o que inviabilizaria sua participação nas próximas eleições.
