Ele contou com o apoio de 45 dos 70 parlamentares da Casa, e não teve adversário
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro passaria a ser comandada por Douglas Ruas (PL), que chegou a ser eleito presidente da Casa em uma votação marcada por articulações políticas e acordos entre diferentes bancadas. O parlamentar contou com o apoio de 45 dos 70 deputados da Casa. Ele não teve adversário. Porém, logo após o resultado, a 1ª Vice-Presidente da corte, Suely Lopes Magalhães, sustou os efeitos da sessão realizada a toque de caixa que chancelou Ruas. Dois mandados de segurança chegaram ao Tribunal, um do PSD e outro do PD
A decisão da desembargadora Suely Lopes Magalhães, de caráter liminar, suspendeu todos as decisões e atos da 2ª Sessão Extraordinária da Alerj. A magistrada considerou que o processo eleitoral na Assembleia só poderia ser deflagrado após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), conforme determinou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao cassar o mandato de Bacellar. Isso está marcado para ocorrer na próxima terça-feira, às 15h.
A eleição
Ruas conseguiu reunir apoio de parlamentares de diversas correntes, consolidando uma base que lhe garantiu maioria no plenário. A eleição ocorreu em meio a negociações intensas nos bastidores, refletindo o peso estratégico da presidência da Alerj no cenário político estadual.
Em seu discurso após a vitória, o novo presidente destacou o compromisso com o diálogo e a condução democrática dos trabalhos legislativos. Ele afirmou que pretende atuar para fortalecer o papel da Alerj como espaço de debate e construção de políticas públicas, além de garantir transparência nas decisões da Casa.
A nova gestão assume com desafios importantes, incluindo a análise de pautas econômicas, projetos de interesse do governo estadual e demandas sociais que exigem articulação entre situação e oposição. A relação com o Executivo também deve ser um ponto central, exigindo equilíbrio entre cooperação institucional e independência do Legislativo.
Nos bastidores, a eleição de Douglas Ruas é vista como resultado de uma composição pragmática, voltada para evitar conflitos internos e assegurar governabilidade dentro da Assembleia. Deputados aliados apostam em uma gestão capaz de dar maior fluidez à tramitação de projetos e organizar a pauta legislativa.
Por outro lado, parlamentares da oposição sinalizam que manterão vigilância sobre a atuação da presidência, cobrando espaço para o contraditório e respeito às minorias.
Com a posse, Douglas Ruas assume uma posição-chave na política do Rio de Janeiro, passando a influenciar diretamente a agenda legislativa e os rumos das decisões que impactam o estado.
