EF-118 deve abrir leilões ferroviários que acontecerão a partir de setembro

Publicada em: 04/05/2026 10:53 -

Mesmo com adiamentos, novo cronograma ainda conta com cinco dos seis projetos

 

Após atraso na publicação do edital do Corredor Minas-Rio, o Ministério dos Transportes decidiu rever o cronograma de leilões ferroviários e concentrou as concessões para o final de 2026, segundo autoridades envolvidas nos projetos, informa o site CNN Brasil. A expectativa é que a pasta anuncie novo cronograma em breve, e que os leilões do ano aconteçam entre setembro e dezembro. A primeira ferrovia a ir ao mercado deve ser a EF-118, entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro (Anel Ferroviário Sudeste), seguida pelo Corredor Minas-Rio - inicialmente previstos para junho e abril, respectivamente. O percurso inclui o Porto do Açu, em São João da Barra.

Com a nova carteira, o leilão da Malha Sul não deve ocorrer em 2026. O projeto foi desmembrado em três trechos menores - Corredor Paraná-Santa Catarina, Mercosul e Rio Grande - na intenção de aumentar a atratividade por parte do mercado. Ainda assim, a expectativa é que o edital seja publicado neste ano.

Outros projetos ainda seguem no radar para 2026, como o próprio Anel Ferroviário Sudeste, o Corredor Minas-Rio, a Malha Oeste, o Corredor Leste-Oeste - que abrange a Fico e a Fiol - e a Ferrogrão. Parte dessas iniciativas está em estágio mais avançado de estruturação, enquanto outras ainda dependem de ajustes regulatórios e de decisões judiciais. A Ferrogrão, por exemplo, segue com tramitação no STF, cujo julgamento é considerado decisivo para o andamento do projeto.

Nos bastidores, há avaliação de otimismo quanto à evolução do tema na Corte, o que pode destravar uma das principais apostas do governo para o escoamento de grãos do Centro-Oeste. Por outro lado, ainda há incertezas sobre o apetite do mercado para bancar os investimentos necessários para a Ferrogrão. O projeto também depende de estruturas de financiamento mais robustas, como a linha em discussão no BNDES, que prevê prazos mais longos e maior carência para empréstimos ferroviários.

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