De acordo com o Ministério Público, a acusação, apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, atribui a um grupo de 10 pessoas supostos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e fraude em licitações
O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos Henriques, o Magrão Nobre (União Brasil), e outras oito pessoas por suposta participação em um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. De acordo com o MP, a acusação, apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, atribui ao grupo os crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Durante a ação, nesta quinta-feira (16), os agentes apreenderam R$ 66 mil, sendo R$ 21 mil na casa de Rafael e R$ 45 mil na residência de Magrão Nobre.
Por solicitação do MP, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) expediu os mandados cumpridos por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, em endereços relacionados aos denunciados, incluindo os gabinetes do deputado estadual e do vereador. Além da condenação, o MP pede o ressarcimento dos danos causados aos cofres públicos.
A defesa de Rafael Nobre afirmou que “sua inocência ficará demonstrada nos autos" e que as medidas cumpridas nesta data têm natureza exclusivamente investigatória e não há qualquer relação que vincule o parlamentar aos fatos investigados.
Já a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em nota, informou que acompanhou a operação e colocou-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. "A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense".
Já a Câmara dos Vereadores de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, afirmou que colaborou com as autoridades para o cumprimento da ordem judicial e segue à disposição delas.
