Novo contrato com a Petrobras coloca Porto do Açu no centro da logística de exportação
Acordo prevê movimentação de até 600 mil toneladas de coque de petróleo por ano e amplia atuação do complexo portuário de São João da Barra nas operações da estatal
Acordo prevê movimentação de até 600 mil toneladas de coque de petróleo por ano e amplia atuação do complexo portuário de São João da Barra nas operações da estatal
O Porto do Açu, em São João da Barra,ganhou ainda mais espaço na estratégia logística da Petrobras. A companhia fechou um novo contrato para realizar, por meio do Terminal Multicargas (T-Mult), operações regulares de recebimento, armazenamento e exportação de coque de petróleo, subproduto obtido no processo de refino.
O acordo prevê a movimentação de até 600 mil toneladas por ano. A carga será proveniente de quatro refinarias da Petrobras localizadas na Região Sudeste: REGAP, em Betim (MG); Reduc, em Duque de Caxias (RJ); Replan, em Paulínia (SP); e Revap, em São José dos Campos (SP).
A primeira operação está prevista para ocorrer ainda no fim de agosto. O contrato terá duração inicial de um ano, com possibilidade de renovação por até mais cinco anos, reforçando a perspectiva de continuidade da operação no complexo portuário fluminense.
Açu amplia papel na cadeia do petróleo
O novo negócio representa mais um passo na transformação do Porto do Açu em uma plataforma logística diversificada. Além do transporte e armazenamento de diferentes tipos de cargas, o complexo já possui participação em atividades ligadas diretamente à cadeia de petróleo e gás.
A elação com a Petrobras também envolveoperações de apoio ao descomissionamento de plataformas. Em 2023, a estatal firmou contrato para utilização de estruturas do Porto do Açu no apoio temporário a unidades de produção em processo de desativação, incluindo serviços de infraestrutura e suporte operacional.
Em julho deste ano, por exemplo, a plataforma P-33 deixou o Porto do Açu com destino ao Rio Grande do Sul para ser submetida a um processo de destinação sustentável, mostrando a participação do complexo em uma etapa cada vez mais relevante da indústria offshore.
Mais uma frente de expansão
O contrato para exportação de coque ocorre em um momento de expansão das operações relacionadas ao petróleo no Açu. Em julho, a Vast Infraestrutura também firmou com a Petrobras um contrato de longo prazo para transbordo de petróleo no T-Oil, terminal localizado no complexo.
O acordo foi o primeiro entre as empresas a estabelecer compromissos mínimos de utilização da infraestrutura no modelo take-or-pay, proporcionando maior previsibilidade às operações.Com diferentes negócios envolvendo petróleo, derivados, cargas industriais e serviços offshore, o Porto do Açu amplia sua importância na infraestrutura logística do Estado do Rio de Janeiro.
Para a região Norte Fluminense, a expansão das operações também fortalece a posição de São João da Barra como um dos principais pontos de conexão entre a produção industrial, o setor de óleo e gás e os mercados internacionais.
O novo contrato, portanto, vai além da movimentação de coque de petróleo: ele reforça a estratégia de consolidar o Porto do Açu como um hub logístico multipropósito, capaz de atender diferentes etapas da cadeia energética e industrial brasileira.

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